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Qual o tamanho do Orgulho?

Hoje acontece a décima quinta Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, um dos eventos mais lucrativos e representativos da maior cidade do país. Seria clichê demais eu colocar como tudo se tornou comercial demais e como virou muito mais um carnaval do que um manifesto político. Isso todo mundo sabe e é bastante evidente. O meu questionamento da parada é o orgulho. Não existe orgulho dentro da parada.

Acredito que os organizadores do evento estão sim engajados com a luta política e promovem o evento como maneira de protestar, pedir os direitos e exaltar a diversidade sexual. É magnifico você pensar que todo ano mais de 3 milhões de pessoas lotam a principal avenida do país por um objetivo tão nobre, expondo que o mundo vai além do que o pensamento médio pretende mostrar. Lógico que a Associação da Parada LGBT de São Paulo lucra com o evento, afinal, nada além das ervas daninhas se sustenta de luz do sol e boa vontade. Vivemos em uma sociedade capitalista e somos garotas materialistas.

A caravana passa, os carros da parada passam, as pessoas se conhecem, se beijam, as drags dublam, alguns mais empolgados fazem coisas inapropriadas para o horário e para o local, a festa suja a cidade, as pessoas saem com a sensação de dever cumprido, a noite cai e as coisas voltam ao normal. Como Cinderela o Orgulho Gay vira abóbora. O dia muda e a única evidência daquele orgulho é a ressaca e meia dúzia de telefones trocados. Grande parte se re-enfurna em seu armário e se anula por conta do preconceito. Esquecem que a primeira luta contra o preconceito é quebrar o próprio tabu. Se as mulheres não se afirmassem diariamente, ainda estariam limpando cueca suja de marido e apenas isso.

O Orgulho LGBT que a parada propõe, em verdade, não existe. Um único dia em 365 para ser gay não  significa orgulho. É apenas aproveitar uma festa. É apenas pegar um recorte da cultura LGBT. O verdadeiro significado do orgulho é não se esconder, é não se transmutar em algo que você não é no resto do ano. Orgulho de verdade é não ter medo de expôr quem você realmente é, por mais que as pessoas não gostem disso.

Gay Supernova

Eu tinha 9 anos. Me sentia o menino mais legal do mundo por poder ir pra escola sozinho.Minha mãe me ensinou como se pegava ônibus e desde então gostava de pensar que eu era totalmente independente. Num desses dias, atravessando a rua, vi uma cena que me chocou demais. Absurdamente. Era um homem. Ponto. Apenas um homem. Mas eu, com nove anos, tinha achado-0 interessante. Aquilo foi o que me chocou. Eu, com nove anos, me sentindo atraído por um outro homem. Assim como muitos moleques da minha idade babavam pela Luma de Oliveira, eu senti o mesmo ao ver aquele cara passando de carro. Foram segundos, mas fiquei o dia inteiro me martirizando por aquilo.  Comecei a pensar “ah, que isso, tá errado, eu sou menino. Não posso nem achar um homem bonito. Isso é errado!”. E aquele sentimento do erro ficou me martelando por anos. Por mais que eu tivesse absoluta certeza que me interessava bem mais por homens do que por mulheres, eu tinha em mente que aquilo era errado e que ninguém gostaria de mim daquele jeito. Não sabia porque, mas sabia que era assim que o mundo funcionava.

No ano seguinte conheci Alex, meu novo professor de natação. Ele era lindo. Minha mãe babava por ele e lembro que minha tia fazia questão de me acompanhar até o clube só para ver Alex de sunga na beira da piscina. E lembro da primeira vez que ele entrou no vestiário e foi tomar banho e se vestir para sair do clube. Pela primeira vez eu vi um homem nu e eu ficava intrigado porque gostava tanto de olhar para aquele corpo. Eu tinha 10 anos, gente! Por mais proibido que fosse, eu gostava de olhar aquilo, mas lutava contra. Me reprimia por conta daquilo.

Com doze anos as boybands estouravam no país e lembro que minhas amigas (sempre me dei melhor com elas) gostavam de alguns modelos e cantores da época e eu me segurava para não mostrar meu interesse nas fotos que elas colecionavam. Me punia severamente por isso. Não por me controlar, mas por gostar de ver aquilo. O tempo passou e todos os meus amigos de escola, em seus 15 anos, gostavam de pegar as menininhas e eu ficava bem no meu canto, estudando, sem muito contato. Até que eu era bastante popular no colégio, agora público, mas não me agradava a ideia de beijar uma menina. Eu não sentia nada com relação a elas, então não existia razão para isso. Lembro que um amigo, ao saber que eu era totalmente virgem, falou que eu deveria ser “frígido”, por que não sentia atração sexual por absolutamente ninguém. Na verdade, eu gostava de um menino da turma, achava lindo, mas nunca ia contar isso pra ninguém. Não ia querer ir para o nimbo social. Contive minha vida, novamente.

Fui criado num lar de valores cristãos, família evangélica e muito bem estruturada, obrigado. Nunca vi meus pais brigarem e eu seria injusto caso dissesse que algo me faltou em termos de afeto durante a infância. Tive pai e mãe bem presentes. Sou o filho mais velho, nunca fui mimado, meus pais são casados até hoje e vários outros fatores que sempre culpam a homossexualidade eu nunca tive. Nunca passei por experiências sexuais frustradas e nunca, graças a Deus, sofri qualquer abuso. Não via, pela educação forçada à sociedade heteronormativa, uma justificativa para meu interesse por garotos. Aos 16 anos, quando todos os meus amigos de escola contavam suas experiências sexuais, eu preferia mentir sobre minha vida do que experimentar aquilo que eu sabia que realmente desejava. Na mesma época conheci um cara e decidi que queria ficar com ele e ali foi minha primeira experiência e minha negação. Nasci numa cidade pequena e achava que a qualquer momento as pessoas poderiam descobrir que eu já tinha beijado um outro homem. Não sabia o porquê, mas gostei da experiência e odiei conviver com aquele segredo.

O tempo passou. Fui pra faculdade, em outra cidade, e tentei, com todas as forças, ter uma namorada. Até beijei algumas meninas, mas não era tão interessante quanto o beijo que eu tinha trocado aos 16. Então, em uma trama digna de novela das oito, conheci um cara que realmente mexeu comigo. Eu gostava de estar com ele, queria a presença dele o tempo inteiro e, não sabia bem por que, mas queria estar sempre ao lado dele. Tudo nele era lindo e eu falava a todos o quanto eu tinha gostado de conhecer aquele cara. Ele tinha uma história bem parecida comigo e vi um refúgio ali. Quando percebemos, os dois estavam apaixonados. E ali descobri o que era e como era bom gostar de alguém. Naquele momento, mesmo lutando contra mim, não me aceitando completamente, e colocando sempre os pés pelas mãos, decidi que ia tentar ser feliz, enfim. Já tinha perdido tempo demais não me aceitando e lutando contra tudo aquilo que eu queria e lutando contra aquilo que eu era. Então, após muito sofrimento, tive meu primeiro namorado. O romance não durou muito. E depois daquele cara outros vieram, como qualquer jovem sadio. A diferença é que depois que eu entendi o que eu era e como eu era, o mundo se tornou mais suave de engolir.

O pior momento da vida de qualquer homossexual é a negação. Tentamos lutar contra aquilo que somos. Nos cobramos de coisas que a sociedade supostamente nos cobraria. Temos milhões de vezes mais super-ego que qualquer outro e, com o objetivo de entrar numa “normalidade”, muitas vezes nos anulamos. Temos medo. Medo do mundo, medo da família, medo do que nos poderá acontecer. Lembro que quando contei a minha mãe que sou homossexual, ela não me ofendeu e nem ficou se questionando onde errou e porque Deus “fez isso logo com ela’. Ela apenas tinha medo. Medo do que o futuro me reservava e medo do que o preconceito no mundo poderia me tornar. Medo da homofobia. Ela nem sabia exatamente o que era isso. Mas ela tinha medo. E eu também. E confesso que até hoje tenho.

Não obstante viver sob a égide do medo, como se fosse fácil você precisar se anular por anos para agradar meia dúzia de gente que realmente não liga para você, hoje a gente vive como uma sub-classe, como alguém que precisa de atenção especial. Não há nada no mundo que possa nos contar como a vida é cruel ou que nos conte como a vida pode ser bacana. Temos que lutar contra tudo, contra todos e contra nós mesmos. Vejo muitos gays dizendo que se pudessem escolher, escolheriam não ser homossexuais. Por medo do preconceito. Eu, se pudesse escolher, escolheria não existir tanto tabu no mundo. Prefiro que cada um possa ser o que quiser sem a obrigatoriedade de agradar a todos o tempo todo. Prefiro que cada um seja o que realmente é sem precisar se anular e, principalmente, que cada um seja muito mais do que aquilo que faz ou deixa de fazer na cama, ou sua forma física, ou sua origem ou qualquer outro detalhe ínfimo que nada domina no caráter.

Até hoje tem gente que diz que homossexualidade é promiscuidade, pouca vergonha, doença, vontade de aparecer, necessidade de atenção ou falta de Deus no coração. Eu ainda acho que homossexualidade é apenas um detalhe.

Pequeno manual de verbetes LGBT para você jornalista lindo nunca mais falar O TRANSEXUAL ROBERTA CLOSE.

Olá lindas e lindos, hoje vou ensinar em poucas lições como redigir um texto sem ofender a comunidade LGBT e explicar o porque do uso destes termos. O objetivo desse post não é, em absoluto, ofender a classe jornalistica, mas elucidar algumas questões que ficam pendentes sobre os termos a serem utilizados. Assim como negros, judeus, mulheres e outras minorias pedem alterações de alguns termos para se sentirem contemplados (e hoje muitos deles foram aderidos), com o debate sobre os direitos LGBTs em polvorosa achei interessante pôr em pratos limpos algumas expressões para que nossos textos sejam mais coerentes com todos.

ORIENTAÇÃO SEXUAL, POR FAVOR.

Lindos, nunca usem o termo “opção sexual“. Ofende profundamente o movimento LGBT. Uma vez que não fazemos escolhas sobre nosso desejo sexual (ou alguém se lembra quando escolheu ser hetero?), o termo “opção” torna-se pejorativo quando falamos sobre lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. O termo correto para falar sobre sexualidade é “orientação sexual”, uma vez que desejo sexual nos orienta a essa ou aquela forma.

LGBT IS THE NEW GLS

Algumas pessoas ainda usam o termo “GLS”, datado da década de 70, quando não existia um questionamento mais profundo sobre os direitos homoafetivos. O termo LGBT contempla lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Outros preferem utilizar LGBTT para dar voz a travestis e transexuais separadamente e não @s aglomerando num grupo “transgênero”. A ordem L-G-B-T é em respeito ao movimento feminista, uma das bases do movimento LGBT, portanto, além de homenagear as mulheres que lutaram pelos seus direitos, a sigla L vem a frente por questões de visibilidade lésbica. E lembre-se: GLS pode ser usada apenas para fins comerciais, como lojas, hotéis, boates, bares e clubes chamados “gay friendly”. Em geral o termo tem caído em desuso, mas sua conotação hoje é muito mais comercial do que política.

HOMOSSEXUALIDADE SIM, HOMOSSEXUALISMO NUNCA.

Judeus lutaram por muito tempo para o desuso da palavra “judiar”, que era algo que tornava ofensivo para os praticantes de tal religião. O mesmo se aplica a expressão “homossexualismo”, que remete coisas terríveis aos LGBTs. O termo “homossexualismo” foi criado durante o nazismo para denotar que o comportamento pederasta era uma doença. Em 1990, quando a OMS retirou a homoafetividade do seu catálogo de doenças, entendendo que é uma expressão da sexualidade, passou-se a usar o termo “homossexualidade”, uma vez que todo ser humano tem uma sexualidade, sendo ela homo, hetero, bi, pan ou assexuada. Então, em respeito a todos os homossexuais que sofreram por conta do nazismo, abortou-se o sufixo “ismo” e adotou-se “homossexualidade”, ou “homoafetividade”, ou em outros casos, “homoerótico”.

TRAVESTIS E TRANSEXUAIS NÃO SÃO HOMOSSEXUAIS

Essa parte parece complicada, mas não é. A sexualidade humana não é dada pelo sexo biológico (aquele que você nasceu), mas pela identidade de gênero (como você se identifica sexualmente). Ou seja, se você nasceu homem, se identifica como homem e tem atração por mulheres, você é heterossexual. Se você é mulher, se identifica como mulher, mas sente atração sexual por outras mulheres, você é homossexual. No caso de uma travesti que nasceu homem, mas se identifica como mulher e tem atração por homens ela é considerada heterossexual. Como a identificação dela é feminina, então ela é hetero. Inclusive se você conversar com muitas travestis, elas não se identificam como gays, simplesmente por que não são. São mulheres que nasceram em corpos masculinos. Porém, se a travesti (nascida homem e com identidade de gênero feminina) se envolve afetivo/sexualmente com outra travesti ou uma mulher, aí sim ela é homossexual. Pode parecer impossível, mas sim, existem travestis e transexuais homossexuais.

O TRAVESTI E A TRAVESTI SÃO BEM DIFERENTES

Um ponto que fere profundamente o movimento transgenero é a questão do recorte de gênero, como elas e eles são tratad@s. Bem, se é uma travesti/transexual MTF (male to female, ou seja, nasceu homem e identifica-se como mulher), sempre a trataremos no feminino. A travesti Luisa Marilac, por exemplo. Ou a transexual Ariadna Arantes (para citar as mais recentes). Utilizamos o gênero masculino em casos de transgeneros FTM (female to male, tão logo, mulheres que se identificam como homens), como por exemplo o filho da cantora Cher. Por uma questão, primeiramente, de respeito, devemos utilizar o tratamento correto. É agressivo demais a uma travesti ser chamada pelo nome de registro e ser tratada o tempo todo no masculino. Causa constrangimento e tristeza.

HERMAFRODITAS NÃO EXISTEM

Muita gente exemplifica Roberta Close como hermafrodita. Péssima notícia: não existem hermafroditas na espécie humana. Para um animal ser considerado hermafrodita deve ter em sua estrutura tanto o sistema reprodutivo feminino quanto masculino. Exemplo disso são as minhocas. O mesmo se aplicaria a espécie humana. Até hoje não foi registrado nenhum caso parecido na literatura médica. O que existe em nossa espécie é a “intersexualidade”, ou seja, pessoas que nascem com os dois sexos, mas sem a capacidade reprodutiva de ambos. Normalmente são crianças com um micro-pênis e uma vulva formada. Porém não podemos determinar na hora do parto se é evidentemente um homem ou uma mulher, e registra-se a criança com um dos dois sexos e num futuro descobre-se, como no caso de Roberta Close, que houve um erro. A estrutura física, psicológica e emocional é toda voltada pro feminino e seu registo é masculino. Além disso, o micro-pênis (que em muitas vezes não é capaz de ficar ereto, devido aos hormonios femininos) incomoda profundamente a intersexual.

TRAVESTI É UMA COISA, TRANSEXUAL É OUTRA

Travestis e transexuais são diferentes. Travestis e transexuais têm em comum a inversão de identidade de gênero (sentem-se como o sexo oposto), mas apenas as transexuais tem ojeriza ao próprio órgão genital ou sofrem do distúrbio de identidade de gênero. Em geral as transexuais tem um processo de aceitação interna muito mais doloroso e para isso enfrentam todo o processo da mudança de sexo. As transexuais podem realizar a vaginoplastia para acabar com o pesadelo do corpo errado, enquanto as travestis não sentem-se incomodadas com o sexo que nasceram. Por conta dos problemas de aceitação, muitas transexuais cometem suicídio por se sentirem aprisionadas num corpo que não as pertence. A cirurgia de mudança de sexo feminino para masculino ainda é bastante experimental e de efeito meramente estético, enquanto a transexualização masculina para feminina é um procedimento relativamente comum e mantém estrutura complexa para que a transexual tenha prazer em suas relações futuras. Como qualquer outra cirurgia podem haver falhas e a operada não sentir mais prazer com a penetração, mas não é uma regra. Muitas transexuais sentem muito mais prazer após a cirurgia.

A PALAVRA É: HOMOFOBIA

A palavra está na moda, mas muita gente não sabe exatamente o que significa. Identifica-se como homofobia o tratamento hostil, agressivo, chulo, discriminatório, preconceituoso, antipático e/ou aversivo a homossexuais, bissexuais e transgêneros (esses, em alguns casos, pedindo o uso do termo transfobia, por não se sentirem contempladas no termo homofobia, como expliquei lá em cima sobre a identidade de gênero trans). Em suma, é o mesmo que o racismo, porém com LGBTs. Por isso o apelo ao fim da homofobia no Brasil e a aprovação de leis, como aquelas criadas em prol dos negros, para criminalização da homofobia. No Brasil a cada dois dias um homossexual é assassinado. Segundo levantamento feito em abril de 2011, 60% das empresas não gostariam de ter funcionários homossexuais em seu quadro. Em escolas de todo o país, mais da metade dos alunos dizem-se não ser favoravel a homossexuais e transgêneros dentro de salas de aulas. No Brasil mais de 90% dos transgêneros evadem das escolas por conta da transfobia. A homofobia, assim como o racismo, é uma forma de bullying ainda muito recorrente no Brasil. Não é considerado homofobia a pregação religiosa sobre a homossexualidade que algumas religiões praticam, porém, caso o discurso tenha cunho agressivo e incitação a violência, pode-se considerar homofobia. O projeto de lei complementar que criminaliza a homofobia no Brasil (PL 122), prevê que agressores de homossexuais poderão ser presos com penas de até 5 anos. O mesmo projeto de lei, revisitado recentemente, deixa bem claro que a liberdade religiosa não poderá ser afetada mediante tal projeto de lei.

Espero ter contribuído com todos para revisões e esclarecimentos. Acredito que muitos redatores e jornalistas usam os termos errados não por preconceito, mas por pura falta de conhecimento no assunto. Não é má vontade. É pura desorganização do movimento LGBT em deixar claras as questões que nos atingem. Qualquer dúvida, podem deixar comentários que vou atualizando o post. 🙂

Nossa! A gasolina tá pela hora da morte, né?

Tenho muitos amigos que estão reclamando do preço da gasolina. Dia desses até vi por aí um movimento de “Combustível mais barato já” e outro de boicote a Petrobrás. O primeiro acho válido. É realmente necessário que o preço da gasolina esteja mais baixo, afinal, vivemos num país que depende e muito deste combustível e o preço deve ser mais acessível. Já a segunda campanha acho um verdadeiro absurdo. Boicote a Petrobrás e a BR Distribuidora? Acho que o caminho não é por aí.

Primeiramente que Petrobras é uma empresa e BR Distribuidora é outra. A Petrobras é responsável pelo petróleo, como seu nome já diz. É uma empresa, que graças a um cara que foi chamado de analfabeto a vida inteira, hoje é uma das maiores do mundo e tem mais da metade do seu capital com o povo brasileiro. Deveria ser motivo de orgulho para todos. Afinal, somos “sócios” de uma das empresas mais fortes e poderosas da Terra. Poucos podem bater no peito e dizer isso. Mas como sócios dessa enorme empresa, também temos o direito de reclamar. É algo legítimo. Mas será que a gasolina está tão cara assim, ou nos acostumamos a criticar sem embasamento? Será que a gente não está sendo levado por mais uma onda?

A BR Distribuidora é responsável, logicamente, pela distribuição de gasolina. Seus postos estão espalhados por todas as grandes cidades e é mais uma bandeira a disposição do consumidor como Esso, Texaco, Ipiranga, Ale e afins. É uma sociedade anônima de capital fechado, subsidiária da Petrobras, ou seja, são empresas diferentes, com presidentes diferentes. A BR hoje é a segunda maior rede de combustíveis do país em faturamento, segundo a Revista Exame. Estamos entendidos? BR é uma empresa, Petrobras é outra.

Todo mundo sabe o quanto a Petrobras cresceu durante os oitos anos de governo Lula e o quanto tende a crescer nos próximos anos da administração de Dilma. Ponto pacífico. Outra questão é o quanto o nosso querido ex-presidente quis privatizar nossas estatais. Foi a Vale, as telecomunicações e tantas outras empresas que pertenciam ao povo brasileiro e hoje estão na mão de europeus. Existe um movimento – lógico, de extrema direita – que acha que a melhor coisa é privatizar logo a Petrobras (voltando ao projeto falido de PetroBrax, aquela pequena vergonha que passamos tentando esconder nosso próprio nome). Agora imagine: você está satisfeito com o quanto paga de telefone e internet? Você não acha os preços abusivos? Quantas vezes já lemos por aí que o Brasil tem uma das piores conexões com os preços mais altos do mundo? O quanto pagamos por minuto numa ligação? O mesmo aconteceria com o combustível. Se hoje a gasolina está na casa dos R$ 2,799, com a Petrobrax, seriamos obrigados a pagar no mínimo o dobro por ela. Privatização é algo fora de cogitação.

Andei pesquisando bastante sobre o preço da gasolina no Brasil e descobri que não somos os únicos a reclamar do preço desse combustível. Por fim, desfiz alguns mitos como “a gasolina brasileira é a mais cara do mundo, apesar de sermos auto-suficientes”. Muita balela!

Primeiramente, uma questão que fica no ar e pouca gente entende é porque nossos barris de petróleo obedecem as cotações internacionais se somos auto-suficientes em produção? Na verdade o Brasil é auto-suficiente em petróleo denso. O petróleo usado para fazer gasolina é o petróleo leve, o qual não somos auto-suficientes. Portanto precisamos continuar importando petróleo leve, o que exportamos é o petroleo denso. Dependendo há uma “troca desses tipos de petróleo” com determinado país e toda negociação deve ser feita em dólar. Os combustíveis tem seus preços baseados na cotação do dolar. Segundo que tudo neste mundo é vendido com base em preços internacionais, afinal, temos um mercado mundial competitivo. Se laranja tem cotação internacional, porque petróleo, o ouro negro, não teria?

Sobre o preço da gasolina no Brasil versus o preço da gasolina no exterior, parece estranho, mas estamos pagando um preço, digamos, “justo” (muitas aspas aqui). Acompanhe:

Em 2005 a CNN fez uma matéria sobre o assunto, se queixando sobre o alto preço da gasolina nos Estados Unidos e comparando com outros países. Na época, a cotação do dólar estava em R$ 2,65. A Holanda, um dos países mais desenvolvidos do mundo, pagava quase 6,5 dólares por galão de gasolina. Um galão equivale a 3,79 litros. Ou seja, o litro da gasolina na Holanda, segundo a CNN, em 2005, custava R$ 4,542. Enquanto isso o Brasil reclamava de seus litros por R$ R$ 2,50.

País Cidade Apurada Preço (US$)
Netherlands Amsterdam $6.48
Noruega Oslo $6.27
Itália Milão $5.96
Dinamarca Copenhagen $5.93
Bélgica Bruxelas $5.91
Suécia Stockholmo $5.80
Inglaterra Londres $5.79
Alemanha Frankfurt $5.57
França Paris $5.54
Portugal Lisbon $5.35
Hungria Budapest $4.94
Luxemburgo Luxemburgo $4.82
Croácia Zagreb $4.81
Irlanda Dublin $4.78
Suiça Genebra $4.74
Espanha Madrid $4.55
Japão Tokyo $4.24
República Tcheca Prague $4.19
Romênia Bucharest $4.09
Andorra Andorra $4.08
Estonia Tallinn $3.62
Bulgaria Sofia $3.52
Brasil Brasilia $3.12
Cuba Havana $3.03
Taiwan Taipei $2.84
Líbano Beirut $2.63
África do Sul Johannesburg $2.62
Nicaragua Managua $2.61
Panama Panama City $2.19
Russia Moscow $2.10
Porto Rico San Juan $1.74
Arábia Saudita Riyadh $0.91
Kuwait Kuwait City $0.78
Egito Cairo $0.65
Nigeria Lagos $0.38
Venezuela Caracas $0.12

Em seis anos aumentamos R$ 0,30 no litro da gasolina. No fim das contas, faz uma diferença substancial. Colocando por índices da inflação (29,31% de 2005 a 2010), o aumento deveria ser de R$ 0,73. Ou seja, nossa gasolina deveria custar, em preços atualizados, R$ 3,23/litro. Lembre-se que aqui eu não incluo reajustes de impostos e muito menos os ocorridos no mundo árabe nos últimos meses, que influenciou e muito no preço do petróleo. Ou seja, estamos pagando abaixo da inflação. Mas isso não faz a gente ficar feliz com o preço que pagamos, não é mesmo?

Você sabia que desses R$ 2,79 que você paga pelo litro da gasolina praticamente 41% são impostos? O ICMS, por exemplo, um imposto estadual, é cobrado mais de uma vez. Cobra-se quando a gasolina é vendida da distribuidora pra revendedora (o posto) e do posto pro consumidor final. O valor do ICMS é independente em cada estado. O Rio Grande do Norte, por exemplo, paga hoje 17% de ICMS e mais 2% de Fundo de Combate a Pobreza, obrigatoriamente. Isso duas vezes. O blog de fatos e mitos da Petrobras vez um gráfico pra mostrar como funciona o preço do combustível no Brasil. 29% dos valor é por conta da Petrobrás. 19% é o custo do alcool adicionado a gasolina. 11% fica pra Distribuição e Revenda. O restante, ou seja, 41%, são impostos. Todos esses valores são baseados no quanto custa até a revenda. Depois disso o dono do posto pode colocar o valor que quiser na sua bomba, mas normalmente seguem uma linha, para manter a competitividade. Afinal, você não vai pagar R$10,00 num litro de gasolina podendo pagar R$2,79, né? Ou seja, digamos que o valor vendido da gasolina pro dono do posto de gasolina seja de R$ 2,65, como dizem por aí. O dono do posto lucra quinze centavos por litro, o que no volume dá um dinheiro razoavel por dia. Desses R$ 2,65, os impostos comem R$ 1,08. Pouco menos da metade. Agora me diga, pensando de maneira fria, a culpa aqui é da Petrobras, da BR Distribuidora, do Seu Manoel dono do posto ou da reforma tributária que nunca sai do papel?

Aí, você brasileiro questionador vai perguntar: por que a Venezuela tem o combustível mais barato do mundo? Eu poderia ser muito ufanista e dizer que é porque o petróleo de lá é estatal e um estado forte proporciona tal ação. Mas vamos aos fatos: a Venezuela produz MUITO mais petróleo do que consegue vender. Todos aprendemos na escola (ou deveriamos ter aprendido) a lei de oferta e procura. A população venezuelana é de aproximadamente 27 milhões, enquanto o Brasil hoje conta com 190 milhões de habitantes. Se não bastasse essa diferença brutal, o Brasil produz quase a metade do petróleo da Venezuela. Acredite se puder, o Brasil, apesar de toda sua costa, tem uma capacidade de produção inferior a Venezuela. Enquanto nossos vizinhos produzem cerca de 2,802,000 galões de petróleo, nós atingimos a tímida marca de 1,590,000. A Venezuela é a nona maior produtora de petróleo do mundo, enquanto o Brasil, apesar de toda sua extensão, fica com o 17o lugar. Para se ter ideia, a Venezuela produz mais petróleo que o Kwait e o Iraque, isso para uma população 68% menor que a nossa. A quantidade de gasolina e petróleo que a Venezuela tem em estoque, por mais que exporte uma parte importante de suas reservas, também ajuda a manter o preço sem baixo. Imagine que na Venezuela a água é bem mais cara que a gasolina. Enquanto o litro da gasolina nas terras de Chavez custa moedinhas, o litro da água não é comprado por menos de R$ 2,00. E sinceramente, eu prefiro me gabar de beber água a vontade do que de colocar gasolina a preços baixos no meu carro.

Outra questão abordada por muitos críticos é sobre o Paraguai, que não tem poços de Petróleo, e a Argentina, que compra Petróleo Brasileiro, terem preços inferiores aos nossos em reais. Primeiramente leve em conta a questão dos impostos. Pagamos muito imposto e isso é inegável. Em segundo lugar observe a paridade do poder de compra dos dois paises. Todo mundo conhece ou já ouviu falar de alguém que foi a Argentina ou Paraguai para fazer compras. Tudo isso se deve ao poder de compra das populações de seus países. A gente acha que paga pouco por algo nesses países, mas com a economia capenga que eles mantém há anos, eles estão reclamando tanto quanto nós sobre seus preços. O que para nós é muito barato, para eles é uma verdadeira fortuna. Tudo isso devido ao poder de compra. Ou seja, se esses países pagam menos pela gasolina, é porque eles só podem pagar menos pela gasolina ou terão que usar cavalos pra chegar no trabalho. Conversei com alguns argentinos nesses últimos dias e eles não estão nem um pouco satisfeitos com os preços aplicados na gasolina deles. Por mais que pareça barato, para a população local não é. Brasileiros não estão satisfeitos com os preços daqui. Paraguaios e Argentinos não estão satisfeitos com os preços de lá.

Por último, uma questão que sempre é tocada é sobre nossa gasolina “não ser pura”, por conta da mistura com alcool. Acho extremamente benéfico que nossa gasolina não seja pura. É melhor pro meio-ambiente e traz benefícios econômicos pro país, principalmente pros produtores de cana. Este ano dois fatores ajudaram na subida repentina do preço do alcool: produção e estiagem. Enquanto o governo manteve acordos com produtores e estimulou para que a cana de açucar, em sua grande parte, fosse dedicada para a produção de combustível, o mercado sinalizou uma necessidade de produção de açúcar refinado, elevando o preço e tornando a produção de açucar muito mais vantajosa para o agricultor do que a produção de energia. Por interesse de ganhar mais dinheiro, afinal a produção de açúcar se apresentou mais rentável neste período, a grande maioria dos produtores preferiu deixar os acordos de lado e acumular riquezas. E no atual momento vivemos a entre-safra da cana de açúcar. Ou seja, a oferta diminui com relação aos meses anteriores. Com o estoque de alcool já prejudicado por conta da produção ter sido inferior ao esperado pela indústria de combustíveis e a atual queda no plantio da cana, o preço disparou. Aqueles que tem carro movido a alcool sentiram bem antes dos adeptos da gasolina a diferença na bomba. E acredite, isso acontece com maior frequência do que você imagina. Todo ano produzimos cana, processamos para transformar em alcool, utilizamos e passamos pela estiagem. Não precisamos nos preocupar e gritar por aí. Os preços vão naturalmente reduzir em poucos meses com a nova safra. Todo ano passamos por esse perrengue, mas preferimos fingir que não lembramos disso para poder reclamar e ter quem acusar quando o bolso pesa.

Algum ‘gênio’ decidiu encaminhar por aí um boicote aos postos de gasolina unicamente da BR Distribuidora alegando que “por ser a maior fornecedora de combustível do Brasil” a bandeira seria obrigada a reduzir seus preços conforme a população trocasse a bandeira por postos Esso, Texaco e afins e cita a “lei de oferta e procura”. Não precisa ser muito inteligente pra perceber que isso não vai dar certo, né? Se o objetivo é mesmo a lei de oferta e procura, os postos que tiverem maior procura vão rapidamente subir seus preços, para compensar a baixa oferta em relação aos número expressivo de clientes caso esse boicote desse certo. E outro dado absurdo dessa campanha é atribuir a culpa de tudo a BR. Primeiro porque, sinto informar, os postos BR não são a maior rede do país. Este lugar é ocupado pela Ultragás, responsável pelos postos Ipiranga (em boa parte do Brasil) e Texaco, em parte do Nordeste e Norte. Isso no fundo me cheira a mais uma estratégia. Ou com objetivos políticos, pra enfraquecer a Petrobrás/BR Distribuidora, ou mercadológica, para fortalecer algum concorrente, face ao crescimento dos postos BR nos últimos anos. Não existe razão pra esse boicote enquanto a gente se auto-boicotar não exigindo a reforma tributária neste país. Mas lógico que a gente prefere pensar no hoje, nos nossos umbigos, do que pensar no bem do país, né?

Que fique claro que não defendo os preços. Acho sim que está caro. R$ 2,79 não é um preço aceitåvel. Não é bacana pagar tanto por algo que teoricamente temos em abundância. Mas acho que é legal parar pra pensar sobre até onde vai nossa ignorância em não pesquisar sobre o assunto, o quanto podemos estar sendo usados como massa de manobra política e onde e como podemos ajudar.

Uma maneira bem eficiente de ajudar, não só a reduzir os preços, já que não podemos esperar uma redução drástica pros próximos dias, mas o planeta a sobreviver mais um pouquinho é procurar novas alternativas de transporte.  Por que não trocar seu carro, que entope as ruas da cidade, por transporte público? Se você mora perto do trabalho, por que não fazer bem ao seu corpo e trocar a fumaça e o ar condicionado por uma caminhada ou uma pedalada? Se você tem vizinhos ou amigos que vão para um mesmo local, por que sair cada um em seu carro e não fazer um esquema de carona? Além de bem mais divertido do que ir sozinho pro trabalho ou pra faculdade, você ajuda seu bolso e o meio-ambiente. São alternativas baratas e que fazem grande diferença no final. Você faz bem ao seu corpo, a sua mente e ao seu lar. Pense nisso. 🙂

É Fantástico! *fueeen*

No último domingo foi ao ar a entrevista que dei a Renata Ceribelli na semana anterior ao Carnaval. Obama veio pro Brasil, metade do Japão foi pro espaço num terremoto e só agora que a matéria teve espaço na grade. Bem, fiquei surpreso por não aparecer no Fantástico numa câmera escondida, ou numa silhueta com voz de pato e muito menos com algêmas nos pulsos.

Com o clima tenso do post anterior (inclusive, muito obrigado aos 5.000 acessos em menos de 24 horas), resolvi kibar a Carolina Mendes, autora de um dos melhores blogs deste país, o ‘Carolina, Minha Filha”, e coloquei lindas legendas nos screenshots enviados gentilmente pelo Victor Marques. Podem me sacanear a vontade.

 

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Como liberar a união civil gay no Brasil

Olá, amiga dona de casa que está preocupada com seu filho que dubla Rihanna o dia inteiro,  quer fazer curso de ~hair designer~ no SENAC e tem um amigo que não sai do quarto dele. Tudo bem com a senhora? Esse post é pra você que visa o futuro da sua criança, porque sim, ele é gay. (TODAS SE CHOCA)

Saiu a notícia por aí que Jean Wyllys foi ameaçado de morte por querer liberar a união civil homossexual (nunca usem a expressão CASAMENTO GAY, porque é feio, ok?). Daí que não fiquei nem um pouco chocado e, provavelmente, nem ele. Mas o que vale nessa vida é ter uma linda assessoria de imprensa que divulgue cada peido que você dá, ainda mais quando você é um Ex-BBB. Porque ex-bbb é igual emergente ex-morador do suburbio: você sai da casa, mas a casa não sai de você.

DON'T BE A DRAG, JUST BE ALOKA

Aí que Jean entrou, mais uma vez, com um projeto de lei, ou algo parecido (não sou advogado pra saber essa pequinês), pra liberar logo a união civil homoafetiva. E querem saber: não será aprovada nem hoje e nem nunca. A bancada evangélica é muito mais forte que a bancada que representa a galera ~transgressora~ e eles vão mandar e desmandar nesse país enquanto a galera não se organizar.

Pegando o belo exemplo da comunidade evangélica no Senado e na Câmara, tive uma ideia para aprovarmos todas as questões que interferem na nossa vida, como união civil, aborto, legalização de drogas e redução drástica de preços do Toddynho (porque fazer toddynho em casa nunca fica tão gostoso e eu acho um absurdo pagar 2,50 pelo pó solúvel que rende dois meses aqui em casa e 5 reais pelo litro que acaba em dois dias). A fórmula secreta para termos uma bancada que nos interesse deve seguir o seguinte organograma:

1 ) esperar o ano de eleição (ou seja, 2014. se fode ae)

2 ) publicar em um site minimamente respeitado, sei lá, Papel Pop, por exemplo, que Lady Gaga, Madonna, Britney Spears, Rihanna, Beyoncé, Wendy Sulca, Tigresa do Oriente e Perla Paraguaia se uniram e decidiram que só vão fazer shows em países onde os direitos homoafetivos (ou algo do seu interesse) são respeitados.

3 ) gerar mobilização popular para que todos caminhem até Brasília para fazer pressão política nessa galera

4 ) apresentar a importancia de votar em pessoas engajadas com a causa de trazer Lady Gaga, Madonna, Britney Spears, Rihanna, Beyoncé, Wendy Sulca, Tigresa do Oriente e Perla Paraguaia para o Brasil

5 ) fazer uma música de campanha, porque isso sempre gera comoção (de preferencia um bate cabelo bem manero pra tocar nas boates e as pessoas acharem que política pode ser divertido)

6 ) colocar um pacote de pão de queijo no forno e esperar o Brasil começar uma guerra civil ideológica pró-shows de Lady Gaga, Madonna, Britney Spears, Rihanna, Beyoncé, Wendy Sulca, Tigresa do Oriente e Perla Paraguaia.

7 ) Eleger uma bancada representativa e, por fim, liberar o que nos interessa

8 ) Nunca desmentir o boato. Se Lady Gaga, Madonna, Britney Spears, Rihanna, Beyoncé, Wendy Sulca, Tigresa do Oriente e Perla Paraguaia não aparecerem no Brasil, inventamos uma nova causa.

Essa simples fórmula pode salvar nosso país! VAMO LÁ GALERO!

Se isso tudo não der certo, temos a opção de fazer uma vaquinha, apostar na mega-sena, deixar o dinheiro render por 10 anos, comprar um país como o Panamá, mudar todo mundo pra lá e fazer uma terra do gang bang da democracia.

E aí, quem tá comigo coloca o dedo aqui que já vai fechar!

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